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dc.contributor.advisorPan, Mariana Morette
dc.date.accessioned2025-03-31T14:29:46Z
dc.date.available2025-03-31T14:29:46Z
dc.date.issued2022
dc.identifier.citationSOUZA, Klysna Imbroinisio de. Curte, comenta, compartilha e se ama: reflexões sobre gordofobia, cotidiano e ativismo gordo nas redes sociais. 82 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Terapia Ocupacional), Instituto Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022.pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.12083/1379
dc.description.abstractA estigmatização e o preconceito contra pessoas gordas, denominado gordofobia, impacta negativamente o cotidiano, especialmente de mulheres, que são cobradas muito mais a manterem o corpo “ideal”, em detrimento de homens. A discussão sobre a gordofobia e o corpo gordo vem ganhando espaço no ambiente virtual, que passou a ocupar um papel importante no combate a esse preconceito e no suporte a mulheres gordas para enfrentar seus desdobramentos, funcionando como ferramenta do ativismo gordo. Diante do exposto, e considerando que na terapia ocupacional a temática ainda não é abordada, o presente estudo objetivou investigar as repercussões do acesso aos perfis e aos conteúdos de digitais influencers gordas no Instagram no cotidiano de suas seguidoras. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quanti-qualitativa, que foi realizado com 43 mulheres gordas que seguem pelo menos uma digital influencer gorda no Instagram. O processo de coleta de dados se deu por meio de questionário online veiculado em redes de mídia sociais. Para a produção da análise foi aplicada estatística descritiva e adotado o método de análise temático-categorial de Bardin em diálogo com as referências teóricas norteadoras do estudo. A análise do material permitiu constatar que todas as participantes já tinham passado por pelo menos um episódio de gordofobia ao longo da vida e que a vivência desses episódios resultou em inúmeros impactos negativos em seus cotidianos, tanto em relação a dimensões subjetivas, de ordem emocional e até mesmo acarretando transtornos psiquiátricos; como também em relação a questões concretas do dia a dia, através da vivência de barreiras, dificuldades e rupturas na realização de atividades tais como vestir-se, ocupar lugares públicos, praticar exercícios físicos, ser fotografada, entre outras. Os dados apontaram que o acompanhamento de perfis administrados por mulheres gordas na rede social Instagram amenizou os impactos desse preconceito no cotidiano das participantes em variadas dimensões, trazendo repercussões positivas para forma como as mulheres olham para si e para seus corpos, promovendo a criação de redes de pertencimento, a abertura para relacionamentos socioafetivos, maior confiança para realização de fazeres cotidianos e o rompimento com a ideia de emagrecimento compulsório, além de estimular a reflexão a respeito da estigmatização sofrida por pessoas gordas. Dessa forma verificou-se que o acesso a esses conteúdos auxiliou no enfrentamento da gordofobia e configurou-se como uma importante estratégia de contato com o ativismo gordo. Conclui-se que as redes sociais podem se configurar como potentes ferramentas para o desenvolvimento de ações para com essas mulheres, se configurando como espaço de produção de redes, acolhimento e fomentando a construção de perspetcivas críticas à gordofobia. Também evidencia-se que a temática, de natureza transdisciplinar, é passível de ser abordada por diversos campos, dentre estes a terapia ocupacional, assinalando-se a importância do desenvolvimento de novas produções sobre o assunto.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherIFRJ - CAMPUS REALENGOpt_BR
dc.subjectMulherespt_BR
dc.subjectRede Socialpt_BR
dc.subjectTerapia Ocupacionalpt_BR
dc.subjectPreconceito de Pesopt_BR
dc.subjectCotidianopt_BR
dc.titleCurte, comenta, compartilha e se ama: reflexões sobre gordofobia, cotidiano e ativismo gordo nas redes sociaispt_BR
dc.contributor.authorSouza, Klysna Imbroinisio de
dc.typeTCCpt_BR


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