Explorando os caminhos dos alimentos : Oficina Interativa para o ensino de ciências de estudantes com Transtorno do Espectro Autista
Resumo
Esta pesquisa tem por objetivo analisar as contribuições de um recurso didático pedagógico, sob a forma de oficinas interativas, no ensino de Ciências da Natureza, com foco na temática Vida e Evolução, para a aprendizagem, desenvolvimento de habilidades de interação social e comunicação de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) em turmas do ensino fundamental de uma escola de horário integral no município de Mesquita na Baixada Fluminense. Para tanto foi desenvolvido um estudo de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e observação participante. A mediação se deu a partir da interação entre as crianças – autistas e neurotípicas – de uma classe de escola regular a fim de propiciar o desenvolvimento de competências socioemocionais a partir da convivência com as diferenças dentro da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky visto que entender os mecanismos que promovem a inclusão através do ensino de ciências é uma ação necessária para a democratização ao acesso escolar e a uma efetiva formação dentro da diversidade social. A aplicação da pesquisa foi realizada em quatro momentos distintos perpassando pela implantação da horta escolar, atividades sobre dieta alimentar, alimentação saudável e a oficina da transformação dos alimentos e, todas as etapas incluíram atividades lúdicas e confecção das placas de comunicação alternativa aumentada (CAA). O registro das reflexões, observações e seus respectivos resultados bem como o cada momento vivenciado, durante a realização das oficinas, foram registrados em um diário de campo, portfólios e registros fotográficos. Propõe-se, desta forma, como produto educacional a organização de uma Cartilha contendo informações sobre as oficinas e atividades desenvolvidas, suas características e objetivos, as dificuldades e limitações apresentadas pelos alunos com TEA assim como os benefícios percebidos e a aplicação dos conteúdos de ciências através da memória estimulada. Espera-se com esse estudo mostrar como as oficinas de ciências podem ser utilizadas no ensino de ciências além de contribuírem para a inclusão escolar e social dos alunos com TEA.