As contribuições da terapia ocupacional no enfrentamento da violência contra a mulher: um panorama das produções científicas da área
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O objetivo do presente estudo é construir um panorama das produções científicas da terapia ocupacional que tratam da temática da violência contra mulher. Método: tratase de revisão de literatura do tipo narrativa buscando construir um “estado da arte” sobre a temática. Foram realizadas buscas nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scielo e Google Acadêmico, além de buscas nos seguintes periódicos: Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, Revista Interinstitucional Brasileira de Terapia Ocupacional (REVISBRATO). Estabeleceu-se como critério de inclusão: artigos científicos, em português, disponíveis na íntegra, produzidos nos últimos 8 anos. Após a seleção procedeu-se à produção dos resultados através de análise temática. Resultados: Foram selecionados seis estudos. Verificou-se que os estudos foram publicados em quatro periódicos diferentes, sendo que três deles foram publicados nos Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional. A maioria dos artigos se desenham através de abordagem qualitativa. Identificou-se que os artigos sobre violência contra a mulher e o trabalho da terapia ocupacional, demonstram uma grande publicação na Atenção Básica. As publicações que se dão a partir da Assistência Social são escassas. Quanto aos resultados obtidos através das intervenções terapêuticoocupacionais, foi possível verificar efeitos positivos no bem-estar físico e mental das mulheres vítimas de violência. Discussão: Ao analisar o papel da categoria, foram destacadas estratégias voltadas à promoção da autonomia, ao fortalecimento emocional, à construção de redes, à prevenção da retraumatização e à reconstrução da identidade. No entanto, foram identificados alguns limites e desafios no trabalho terapêutico-ocupacional, como a falta de recursos e infraestrutura adequada, a necessidade de formação especializada dos profissionais, a complexidade dos casos e a falta de integração entre os serviços de saúde e assistência social. Assim, é necessário investir em capacitação profissional, promover ações de sensibilização e conscientização, e estabelecer parcerias com outros profissionais e instituições para garantir um suporte abrangente e efetivo às mulheres vítimas de violência. Conclusão: Compreende-se que apesar de haver um crescimento da atuação da categoria profissional junto ao público-alvo, há uma grande necessidade de aprofundamento nesta temática, observado que existem poucos artigos publicados sobre terapia ocupacional e a violência contra a mulher. Esta revisão destaca a relevância da terapia no combate à violência contra a mulher. É fundamental investir em estudos e intervenções que promovam uma compreensão ampliada do tema e impulsionem processos de transformação social para eliminar essa forma de violência na sociedade.
