Os impactos do farmacêutico clínico na equipe multidisciplinar de unidades de terapia intensiva: uma revisão
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Esse trabalho teve como objetivo realizar uma pesquisa bibliográfica a respeito das atribuições do farmacêutico clínico em setores de terapia intensiva, visando esclarecer seus impactos e consequências nos pontos de vista clínico e econômico. As unidades de cuidados intensivos exigem uma alta carga de atenção e conhecimento dos profissionais envolvidos, aumentando as chances de falhas em diversos momentos, o que pode resultar em redução da qualidade terapêutica e prejuízos econômicos decorrentes de iatrogenias. Com o intuito de interferir nessa cadeia, diversos estudos apontam para a relevância do trabalho do farmacêutico clínico. Esse profissional pode atuar junto a equipe multidisciplinar nos assuntos relacionados aos seus saberes técnicos, a fim de otimizar o tratamento medicamentoso, a exemplo de intervenções que passam por evitar interações medicamentosas e alimentares, ajustar doses e posologias e até realizar ações educativas. Tais medidas podem resultar em melhores desfechos clínicos e, consequente, redução nos gastos desnecessários, tanto em instituições públicas como privadas, já que os custos com medicamentos correspondem a uma grande parcela dos gastos hospitalares, principalmente, nos cuidados intensivos. Para discutir tal assunto, foi realizado um levantamento bibliográfico em diferentes bancos de dados online, como MEDLINE, Portal Regional da BVS e SciELO, em busca de estudos a respeito da relevância da farmácia clínica nesses setores. A busca foi feita de acordo com os critérios de seleção: unidade de terapia intensiva adulto, contando com intervenções diretas do farmacêutico. A partir dos resultados foi possível estabelecer a relação positiva entre a presença do farmacêutico clínico na equipe e a melhoria dos resultados clínicos e econômicos das unidades.
