Implementação da reconciliação medicamentosa em um hospital da mulher: um relato de experiência
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A gestão eficaz dos medicamentos é um componente fundamental para garantir a segurança e a qualidade no cuidado de saúde, especialmente em ambientes hospitalares. No contexto de um hospital que atende às necessidades de saúde da mulher, da gestante e do neonato, a ausência de um sistema estruturado de reconciliação medicamentosa representa uma lacuna significativa na gestão do cuidado em saúde. A partir disso, o estudo tem como objetivo descrever o modelo de reconciliação medicamentosa desenvolvido para ser implementado no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro. A reconciliação de medicamentos tem sido demonstrada na literatura como uma prática fundamental para aprimorar a segurança do paciente que utiliza medicamentos de uso domiciliar, por minimizar erros de medicação, reduzir os custos com tratamentos adicionais e hospitalizações prolongadas, assim como garantir uma transição segura entre os diferentes níveis de cuidado, contudo, a implementação eficaz dessa prática pode enfrentar desafios significativos, como a resistência dos profissionais de saúde, a necessidade de recursos humanos especializado e a integração com sistemas de registro eletrônico. A metodologia trata-se de um relato de experiência com uma revisão integrativa da literatura, a partir da utilização de descritores em ciências da saúde (DeCS) para realizar a pesquisa bibliográfica nas plataformas Google Acadêmico, SciELO e PubMed. Os resultados incluem a descrição do planejamento estratégico para a implementação da reconciliação medicamentosa, em que a pesquisa bibliográfica resultou na identificação e análise de 7 artigos relevantes que forneceram uma base sólida para a criação do formulário e da ficha de reconciliação medicamentosa. Esses instrumentos permitem coletar e armazenar os dados referentes aos medicamentos de uso domiciliar, respectivamente, bem como o desenvolvimento do modelo de rotina e fluxograma, que foi projetado para normatizar essa prática, descrevendo a atividade, o público-alvo, as responsabilidades dos profissionais envolvidos e os critérios para identificação de discrepâncias. A implementação inicial do processo 9 apresentou dificuldades devido à falta de recursos humanos e restrições tecnológicas. Em síntese, os objetivos foram alcançados, uma vez que os instrumentos desenvolvidos representam um avanço para a instituição. No entanto, a avaliação do impacto dessa implementação não foi possível, sendo necessário um estudo observacional futuro para monitorar a efetividade do processo e seu impacto na segurança do paciente
