Desenvolvimento e otimização de rota sintética industrial para produção de fármaco valsartan
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A hipertensão arterial é uma doença crônica que tem como característica os elevados níveis da pressão sanguínea nas artérias, aumentando o esforço do coração para fazer o bombeamento do sangue pelo corpo. Sendo, assim, um dos maiores fatores de risco para casos de acidente vascular cerebral, aneurisma arterial, enfarte e insuficiência renal e cardíaca. De acordo com dados da Sociedade Internacional de Hipertensão (ISH), cerca de 9,4 milhões de pessoas morrem, por ano, em todo mundo, por conta da hipertensão arterial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% da população brasileira com mais de 40 anos pode apresentar hipertensão arterial. O fármaco valsartan faz parte de uma classe de agentes anti-hipertensivos denominados bloqueadores dos receptores da angiotensina II, tendo como principal indicação o tratamento de quadros de hipertensão arterial. A patente original que descreve a rota sintética para o fármaco encontra-se expirada, portanto a rota sintética, bem como sua estrutura encontram-se em domínio público. Segundo dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), dois medicamentos utilizados para o tratamento de hipertensão arterial se encontram entre os dez mais vendidos no Brasil. Portanto, a produção nacional de tais fármacos representam benefícios à economia, bem como ao consumidor final, com a redução de impostos decorrentes de importações. Foram realizadas reações para obtenção do valsartan com base na patente e em artigos, buscando desenvolver uma metodologia simples e com rendimentos satisfatórios passíveis de serem aplicados na indústria.
