Contribuições chinesas à química: um estudo da estrutura atômica sob um viés histórico e cultural
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A pesquisa apresentada neste Trabalho de Conclusão de Curso aborda estudos de ancestrais chineses, que influenciados por concepções filosóficas e religiosas do taoismo, empenharam-se em desenvolver o elixir da vida eterna. Nesse processo, os antigos chineses criaram a pólvora, que seria adicionada aos fogos de artifício, e desenvolveram receitas de chamas coloridas. Com base nessa premissa, vem a pergunta: É possível correlacionar o ensino de estrutura atômica com aspectos da cultura chinesa? Na busca por resposta à questão, a autora procurou identificar, por meio de um viés histórico e cultural, a contribuição dos alquimistas taoístas para o ‘Teste de Chamas’ no ensino do conteúdo de estrutura atômica. Buscou-se, mediante uma pesquisa bibliográfica, a existência de relações entre o conteúdo de estrutura atômica e a alquimia taoísta, a partir de artigos, dissertações e livros didáticos resultantes da busca por descritores “Alquimia Chinesa” e “Fogos de Artifício”. As fontes de consultas foram artigos e dissertações disponíveis nos portais “Google Acadêmico” e “Catálogos de Teses e Dissertações”, nos últimos cinco anos. Para averiguar as ligações entre a sapiência científica, cultura, história chinesas e a temática estrutura atômica, foram investigados três livros didáticos de química aprovados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) 2021. Por fim, propôs-se uma Sequência Didática para o estudo dos tópicos de estrutura atômica sob uma perspectiva cultural e filosófica dos mestres taoístas. Como resultados, não foram encontrados artigos que traziam relações entre a alquimia chinesa e os conhecimentos de estrutura atômica. A análise dos materiais da PNLD 2021, mostrou a ausência de relações entre a ciência química e estudos de alquimistas chineses e a Sequência Didática elaborada buscou atribuir uma abordagem cultural e histórica às aulas de química. A pesquisa desenvolvida, além de possibilitar uma relação da cultura chinesa com o ensino de tópicos disciplinares sobre a estrutura atômica, permite que a Química seja discutida nas salas de aula em um viés de combate à xenofobia.
