As questões étnicos-raciais nas práticas pedagógicas dos professores do PROEJA como forma de evitar o epistemicídio negro no currículo integrado.
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Esta pesquisa investigou as práticas pedagógicas dos docentes do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). Verificou-se como ocorre a inserção dos conhecimentos de origem africana, afro-brasileira e afrodiaspórica no currículo do Curso Técnico em Montagem e Suporte em Informática Integrado ao Ensino Médio (MSI-PROEJA), no campus do Rio de Janeiro, conforme a percepção dos docentes. A pesquisa considerou as leis no 10.639, de 2003, e no 11.645, de 2008, para um repensar curricular com o objetivo de evitar o epistemicídio negro. Epistemicídio é o termo criado por Boaventura Sousa Santos (2009; 2019), mas explorado por Sueli Carneiro (2023), para designar o apagamento ou a inferiorização dos conhecimentos produzidos por culturas não-brancas. O percurso metodológico adotado foi de natureza qualitativa, utilizando-se de Análise de Livre Interpretação (ALI). Foram analisados relatos e percepções dos docentes participantes da promoção de uma educação sob a perspectiva antirracista com a inserção da epistemologia negra no currículo integrado. Os resultados obtidos revelaram lacunas na formação docente, barreiras institucionais e dificuldades para encontrar materiais de apoio fora da perspectiva eurocêntrica. Contudo, também foram identificadas boas práticas pedagógicas e estratégias para abordar as questões étnico-raciais no ambiente escolar. Com base nos resultados da pesquisa, foram propostas reflexões e discussões que contribuem para a formação docente em relação às questões étnico- raciais no currículo integrado da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e foi desenvolvido o Produto Educacional Interdisciplinar intitulado Epistemologia Negra no PROEJA, com o intuito de promover uma reflexão crítica sobre a necessidade de repensar o currículo integrado no contexto do PROEJA.
