A importância da criação do vínculo terapêutico ocupacional no desempenho ocupacional dos cuidadores de crianças com transtorno do espectro autista: uma revisão Integrativa de literatura.
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A relação terapeuta-paciente é essencial em diversas abordagens terapêuticas, sendo fundamental para promover um ambiente seguro, empático e colaborativo. No contexto terapêutico ocupacional, esta relação deve assumir um papel ímpar devido a abordagem centrada no paciente e à sua ênfase na participação ativa do indivíduo no processo terapêutico. A criação do vínculo terapêutico ocupacional entre o terapeuta ocupacional, a criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus cuidadores, visa facilitar o desenvolvimento das habilidades adaptativas, o engajamento nas atividades significativas para as crianças bem como, fornece suporte emocional e orientações práticas para os cuidadores. O TEA impacta diretamente o desempenho ocupacional dos cuidadores, gerando sobrecarga através de demandas intensas de cuidados, afetando e alterando suas atividades cotidianas. Sendo assim, através do estabelecimento deste vínculo terapêutico, os terapeutas podem ajudar os cuidadores a reorganizarem seus cotidianos, através de estratégias para lidar com os desafios diários acarretados pelo Autismo, promovendo engajamento ocupacional em atividades significativas. A metodologia adotada para esta pesquisa foi a revisão de literatura integrativa com o objetivo de analisar os estudos já publicados que indicam alterações no cotidiano e mudanças no desempenho ocupacional dos cuidadores de crianças com TEA, gerando sobrecarga emocional, física e psicológica, especialmente em mulheres.
