Avaliação de métodos diagnósticos para sífilis em uma maternidade no Rio de Janeiro
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A sífilis é uma enfermidade milenar causada pela bactéria Treponema pallidum, e possui o ser humano como único hospedeiro e reservatório. É uma doença de notificação compulsória, além de ser uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Existe ainda a transmissão vertical, que acontece da mãe para a criança, e pode gerar sequelas físicas e sensoriais. Além disso, a sífilis pode se manifestar tardiamente. Este estudo teve como objetivo realizar a comparação de dois métodos diagnósticos treponêmicos: TR-sífilis (Teste Rápido para sífilis por imunocromatografia) e TPHA (Teste de Hemaglutinação para Treponema pallidum), em 36 amostras, além de avaliar o índice de transmissão vertical em uma maternidade no município do Rio de Janeiro. Através de análises estatísticas, observou-se que os métodos do TR-Sífilis e o TPHA possui eficiência similar entre si. Observou-se ainda que a transmissão de sífilis de modo vertical aconteceu em 80% das amostras analisadas. O Brasil passou a utilizar mais testes rápidos para sífilis nos últimos anos, pois eles podem ser uma saída segura para a avaliação da paciente para a enfermidade, já que atuam com eficiência similar ao TPHA, que é um teste confirmatório do diagnóstico. Especula-se que as mães tenham adquirido sífilis no final da gestação, pois neste período o índice de transmissão vertical é maior do que quando as mães possuíam sífilis latente/tardia. O estudo mostrou a segurança do TR-Sífilis, e confirmou o potencial do TPHA em ser utilizado como alternativa de método confirmatório. Também, se observou alta prevalência de sífilis por transmissão vertical, o que reforça a importância na realização do pré-natal em gestantes e a necessidade de políticas afirmativas que estimulem e facilitem a população gestante a este serviço, visando minimizar a perpetuação da sífilis.
